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Presos ao Desktop

É incrível: estamos amarrados ao Desktop. Seja qual for o Framework,  Toolkit, SDK, metologia … fique a vontade, você ainda sim estará amarrado ao Desktop. Estou convivendo com este empecilho em sistemas Web de automação comercial desenvolvidos na NetSoft, empresa em que trabalho. Dependemos de impressoras fiscais, impressoras matriciais, PinPads, leitores de código de barras e aí vai …  Para a nossa solução ser completamente Web, desenvolvemos Applets Java para integrar soluções Web2.0 com recursos de Hardware da máquina cliente. Isso é um testemunho pessoal de que depender dos “outros” nem sempre é uma boa escolha. Quer um exemplo neste contexto: Adivinha como se utiliza impressora matricial em Java. Uma API de alto-nível utilizando JNI? Simplesmente mandar o conteúdo para impressora? Antes fosse! É uma verdadeira brincadeira de mau gosto: Abra um stream diretamente na porta paralela da impressora e a envie todos os comandos necessários para gerenciar tabulações, parágrafos e quebras de linha para formatar os dados … legal né ?? Ainda não existe uma plataforma Web homogênea de desenvolvimento para automação comercial, penso eu. Assim como dependemos de compiladores, linguagens, servidores e browsers dependemos de fabricantes às vezes muito pouco preucupados com o desenvolvedor. Falta documentação, assistência, exemplos e organização em muitos fornecedores. No mercado poucas são as soluções 100% Web neste nicho devido à estas restrinções, embora exista todo um conjunto significativo de pontos positivos que favorecem a plataforma Web, principalmente o deployment, tão crítico e importante para softwares em processo de “amadurecimento”. Optamos pela Web, 100% Web.

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Utilizando Grails na NetSoft

Tchau querido desktop! Resolvemos desenvolver uma versão Web de um aplicativo comercial da NetSoft utilizando o framework Grails. O Resultado está sendo satisfatório, visto que não temos que nos preucupar com a complexa arquitetura envolvida na instalação da versão desktop que envolvia módulos EJB3 rodando no JBOSS AS.

Outro grande resultado é a rapidez com que um aplicativo WEB é desenvolvido em Grails. Sem XML, apenas convenções. Apesar de radicalmente termos mudado muito a arquitetura, o core ( o modelo de domínio) foi apenas adaptado à linguagem Groovy, pois eu não queria mais utilizar EJB (pra quê?) e o grande trabalho consiste em refazer as telas utilizando o framework DOJO para manter a consistência e o grau de interatividade em aplicações WEB, sem grandes traumas para os clientes advindos do mundo desktop.

Até agora não vejo problemas com a migração, só vantagens:

  • Os clientes não precisarão investir em novas estações de trabalho para suportar o sistema
  • A agilidade para adaptar o sistema à necessidades específicas e lançar releases de versões de correção
  • Convenção, não configuração, sem XML
  • A arquitetura e a quantidade de plugins do Grails é fantástica.
  • A comunidade em torno do framework é enorme
  • O Grails é um framework que pode ser visto como um nível de abstração acima de frameworks mais utilizados no mundo Java, entre eles: Hibernate, spring e sitemesh.
  • Acredite se quiser: Funcionalidades que ficaram prontas em intervalos de meses na versão desktop levaram apenas semanas para serem concluídas. Adicione à esse intervalo o tempo necessário para fazer mais testes unitários, de integração e interface (Selenium) o que não era tããããão prezado na versão desktop (eu confesso)

Daqui a alguns meses lançaremos uma release estável e a idéia futura é migrar tudo para WEB, inclusive nossa ferramenta de exportação de nota fiscal eletrônica (NF-e).

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